Casou-se, a primeira vez com o jurista e historiador
Otávio Tarquínio de Sousa, de quem se separou, casando a segunda vez com o diplomata
Carlos Martins Pereira e Sousa,
gaúcho que era colega de infância de Getúlio Vargas - de quem a artista se tornaria amiga - e que, tal qual ela, gostava de festas e da vida mundana. Carlos Martins foi embaixador do
Brasil, no período anterior e posterior à
Segunda Guerra Mundial, tendo servido no
Japão e também na
Europa. Carlos e Maria tinham uma relação aberta, um tendo conhecimento de casos do outro. Mas também tinham uma solidariedade completa e se ajudaram muito em seus objetivos.
Inicialmente, interessou-se pela música. Depois, estudou pintura em
Paris; mas, aos trinta anos, se interessou pela
escultura. Ainda na
França, começou a trabalhar a madeira e, no
Japão, aprendeu a modelar
terracota,
mármore e
cera perdida. Em
1939, realizou estudos de
escultura com
Oscar Jesper, em
Bruxelas, passando a utilizar o
bronze, que tornou, daí em diante, a ser o principal suporte à sua obra. No
Brasil, sua presença maior se deu na
Bienal de São Paulo, da qual participou desde o primeiro evento, em
1951. Na Bienal de
1955, chegou o reconhecimento, ao ser premiada com o título de melhor escultor nacional, com a obra om “A soma dos nossos dias”. Contudo, foi no exterior que se destacou. Em
1941 teve sua primeira mostra, em
Washington, e, no mesmo ano, expôs em Paris e no Rio de Janeiro. Fixou seu ateliê em
Nova Iorque e foi destaque na Corcoran Gallery of Art, em
Washington, sendo que um dos trabalhos expostos foi adquirido pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Estava aberto o caminho. Nomes influentes passaram a se interessar por ela e, em breve, suas esculturas começaram a fazer parte do acervo de importantes colecionadores, como Max Jimenez, da
Costa Rica, Federico Cantu, do
México e Mário Carreño, de
Cuba. Em
1968, numa entrevista dada a
Clarice Lispector, declarou: "Um dia me deu vontade de talhar madeira e saiu um objeto que eu amei. E depois desse dia me entreguei de corpo e alma à escultura. Primeiro, em terracota, depois mármore, depois cera perdida que não tem limitações". Suas esculturas apresentam formas orgânicas, contorcidas, sensuais, que evocam culturas arcaicas, inspiradas em lendas e na natureza amazônica, com o que atraíram a atenção de surrealistas como
André Breton, o autor do Manifesto surrealista, que escreve apresentação de exposição e convida a mineira a integrar-se ao grupo,
Max Ernest,
Roberto Matta,
Yves Tanguy,
Chagall, entre outros.
Marcel Duchamp lhe dedicou duas obras, como testemunho do impacto da beleza e da sensibilidade vibrante da artista. Artista influenciada pelo
surrealismo, as suas obras foram reconhecidas internacionalmente, possuindo obras na seção de Arte Moderna do
Museu de Arte da Filadélfia e também no
Museu Metropolitano de Nova Iorque (MoMa),
Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Paço das Artes da
USP; também encontram-se trabalhos no Rio de Janeiro, Palácio do Planalto em Brasília e ainda em países como a
França e a
Bélgica.
[carece de fontes].
Foi amante do pintor e escultor
franco-
estadunidense Marcel Duchamp e de
Benito Mussolini, amiga de
Picasso e
Mondrian, entrevistou
Mao Tsé Tung e fez, no início do
século XX, coisas que eram impensáveis para uma mulher.